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        <title><![CDATA[GENESIS BLOG]]></title>
        <description><![CDATA[Psicólogo 🇵🇹
Bitcoin maxi
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Catholic]]></description>
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      <pubDate>Thu, 24 Oct 2024 17:57:26 GMT</pubDate>
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      <title><![CDATA[Quando o vício é celebrado como virtude]]></title>
      <description><![CDATA[A inversão dos valores e a destruição da tradição]]></description>
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      <pubDate>Thu, 24 Oct 2024 17:57:26 GMT</pubDate>
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      <dc:creator><![CDATA[Tiago G]]></dc:creator>
      <content:encoded><![CDATA[<p>A atualidade acostumou-nos a uma lânguida linguagem devido à cultura do politicamente correto e ao crescente relativismo em que vivemos. A confusão é tanta que já não se chamam os bois pelos nomes e este ambiente faz com que inclusive desconheçamos o significado das palavras. A este respeito temos visto cada vez mais indefinição sobre o que são os vícios e sobre o que são as virtudes. Tal é a confusão que por vezes trocamos o significado de uns pelos outros.</p>
<p>A coragem e a convicção facilmente passam por orgulho e arrogância, a castidade passa por beatice e por aí segue a confusão com muitos outros termos.</p>
<p>A inversão de valores é tão disseminada que atrocidades como a pornografia, o aborto, o adultério entre outras atrocidades são celebrados como conquistas civilizacionais. A sua disseminação é de tal forma que hoje a pessoa média já banalizou e normalizou completamente estes aspectos. </p>
<blockquote>
<p>“Primeiro estranha-se depois entranha-se.”</p>
<p><em><strong>Fernando Pessoa</strong></em></p>
</blockquote>
<p>Enquanto isto acontece por um lado, por outro a defesa da família, da identidade e da tradição são abertamente atacadas como se se tratassem de produtos de uma cultura opressora que deve ser combatida por todos os meios. Por agora a perseguição destas ideias é ainda maioritariamente realizada através da exclusão social e económica, no entanto, não são escassos os exemplos da história em que essa perseguição assume uma outra dimensão.</p>
<p>Desta forma, está criado um paradigma e um sistema de incentivos que premeia a pessoa que colabora com o sistema vigente. Tanto é assim que se multiplicam cada vez mais os exemplos de programas de quotas e subvenções que permitem, a quem possui um grau mais avançado de assimilação ideológica progredir socialmente atalhando o caminho para o fazer. </p>
<blockquote>
<p>“Assim, toda a árvore boa produz bons frutos, porém a árvore má produz frutos maus. Não pode a árvore boa produzir frutos maus, nem a árvore má produzir frutos bons (…)”</p>
<p>Mateus 7:17-18“Assim, toda a árvore boa produz bons frutos, porém a árvore má produz frutos maus. Não pode a árvore boa produzir frutos maus, nem a árvore má produzir frutos bons (…)”</p>
</blockquote>
<p>*&gt; <em>Mateus 7:17-18</em></p>
<p>Desengane-se quem pensa que no paradigma pos-moderno não há moralização, sacerdotes e uma matriz religiosa, tudo isso existe.</p>
<p>Os psicólogos, para mal da nossa sociedade, são crescentemente os sacerdotes desta religião pagã, aquela que baseada numa filosofia e antropologia erradas vai corrompendo intelecto e coração.</p>
<p><img src="https://substackcdn.com/image/fetch/w_1456,c_limit,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F3c8a9521-ca07-442c-87fb-00d4b06723b3_1068x392.png" alt=""></p>
<p>Nesta nova ordem social, que em abono da verdade é já antiga, a inversão de valores é tal que já a própria vida humana é sacrificada no altar do clima em abono da “mãe” natureza. Regredimos ao tribalismo que nos sugere que a natureza vale mais que a vida humana.</p>
<p>Este é apenas um exemplo dos rituais de sacrifício proporcionados pela “nova” religião. Um outro exemplo que podemos dar é o da castração química e física de crianças e jovens no altar da falsa compaixão e empatia. Ainda um outro exemplo que podemos dar é o da promoção do homossexualismo, do transexualismo e da não-monogamia como caminhos saudáveis a seguir, sacrificando a vida de muitos jovens confusos no altar da inclusão. Muitos mais exemplos poderiam ser dados, porque à medida que esta “nova” religião aumenta a sua ortodoxia os rituais vão ficando cada vez mais assombrosos.</p>
<p>Estes rituais têm por base uma apologia ao <em>anti logos</em>, quer isto dizer que procuram negar tudo o que é conhecimento básico sobre a realidade e sobre a verdade. A própria razão e lógica não se sustentam quando vemos situações como a de homens a competir em desportos femininos. As leis desta nova ordem são: “procura a felicidade (aqui muitas vezes entendida como o prazer) como fim último da vida “; “todas as opiniões são certas e não há uma verdade”; “Não servirás a nenhuma autoridade”; “não seguir o vício é opressão e seguir o vício é liberdade”.</p>
<p>Neste ambiente inóspito, quem quiser preservar a honra e a virtude terá cada vez mais dificuldade uma vez que a dissidência desta nova religião não é aplaudida, pelo contrário é anatematizada. Porém, importa dizer que independentemente da época há sempre espaço para o heroísmo e para a transformação destas dificuldades em degraus para que o indivíduo se possa distinguir dos demais pelas suas virtudes. Onde o vício abunda também maior o destaque será em relação à graça, como uma pedra preciosa reluzente no meio da lama que aparenta brilhar mais intensamente aos nossos olhos tal é o contraste, ou como uma luz na escuridão que se distingue facilmente. </p>
<p><img src="https://substackcdn.com/image/fetch/w_1456,c_limit,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F2bbf396c-d153-410c-8202-c5da879edfb7_412x534.jpeg" alt="">###### <em>Casper David Friedrich - dreaming man in church ruins</em>   </p>
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      <itunes:author><![CDATA[Tiago G]]></itunes:author>
      <itunes:summary><![CDATA[<p>A atualidade acostumou-nos a uma lânguida linguagem devido à cultura do politicamente correto e ao crescente relativismo em que vivemos. A confusão é tanta que já não se chamam os bois pelos nomes e este ambiente faz com que inclusive desconheçamos o significado das palavras. A este respeito temos visto cada vez mais indefinição sobre o que são os vícios e sobre o que são as virtudes. Tal é a confusão que por vezes trocamos o significado de uns pelos outros.</p>
<p>A coragem e a convicção facilmente passam por orgulho e arrogância, a castidade passa por beatice e por aí segue a confusão com muitos outros termos.</p>
<p>A inversão de valores é tão disseminada que atrocidades como a pornografia, o aborto, o adultério entre outras atrocidades são celebrados como conquistas civilizacionais. A sua disseminação é de tal forma que hoje a pessoa média já banalizou e normalizou completamente estes aspectos. </p>
<blockquote>
<p>“Primeiro estranha-se depois entranha-se.”</p>
<p><em><strong>Fernando Pessoa</strong></em></p>
</blockquote>
<p>Enquanto isto acontece por um lado, por outro a defesa da família, da identidade e da tradição são abertamente atacadas como se se tratassem de produtos de uma cultura opressora que deve ser combatida por todos os meios. Por agora a perseguição destas ideias é ainda maioritariamente realizada através da exclusão social e económica, no entanto, não são escassos os exemplos da história em que essa perseguição assume uma outra dimensão.</p>
<p>Desta forma, está criado um paradigma e um sistema de incentivos que premeia a pessoa que colabora com o sistema vigente. Tanto é assim que se multiplicam cada vez mais os exemplos de programas de quotas e subvenções que permitem, a quem possui um grau mais avançado de assimilação ideológica progredir socialmente atalhando o caminho para o fazer. </p>
<blockquote>
<p>“Assim, toda a árvore boa produz bons frutos, porém a árvore má produz frutos maus. Não pode a árvore boa produzir frutos maus, nem a árvore má produzir frutos bons (…)”</p>
<p>Mateus 7:17-18“Assim, toda a árvore boa produz bons frutos, porém a árvore má produz frutos maus. Não pode a árvore boa produzir frutos maus, nem a árvore má produzir frutos bons (…)”</p>
</blockquote>
<p>*&gt; <em>Mateus 7:17-18</em></p>
<p>Desengane-se quem pensa que no paradigma pos-moderno não há moralização, sacerdotes e uma matriz religiosa, tudo isso existe.</p>
<p>Os psicólogos, para mal da nossa sociedade, são crescentemente os sacerdotes desta religião pagã, aquela que baseada numa filosofia e antropologia erradas vai corrompendo intelecto e coração.</p>
<p><img src="https://substackcdn.com/image/fetch/w_1456,c_limit,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F3c8a9521-ca07-442c-87fb-00d4b06723b3_1068x392.png" alt=""></p>
<p>Nesta nova ordem social, que em abono da verdade é já antiga, a inversão de valores é tal que já a própria vida humana é sacrificada no altar do clima em abono da “mãe” natureza. Regredimos ao tribalismo que nos sugere que a natureza vale mais que a vida humana.</p>
<p>Este é apenas um exemplo dos rituais de sacrifício proporcionados pela “nova” religião. Um outro exemplo que podemos dar é o da castração química e física de crianças e jovens no altar da falsa compaixão e empatia. Ainda um outro exemplo que podemos dar é o da promoção do homossexualismo, do transexualismo e da não-monogamia como caminhos saudáveis a seguir, sacrificando a vida de muitos jovens confusos no altar da inclusão. Muitos mais exemplos poderiam ser dados, porque à medida que esta “nova” religião aumenta a sua ortodoxia os rituais vão ficando cada vez mais assombrosos.</p>
<p>Estes rituais têm por base uma apologia ao <em>anti logos</em>, quer isto dizer que procuram negar tudo o que é conhecimento básico sobre a realidade e sobre a verdade. A própria razão e lógica não se sustentam quando vemos situações como a de homens a competir em desportos femininos. As leis desta nova ordem são: “procura a felicidade (aqui muitas vezes entendida como o prazer) como fim último da vida “; “todas as opiniões são certas e não há uma verdade”; “Não servirás a nenhuma autoridade”; “não seguir o vício é opressão e seguir o vício é liberdade”.</p>
<p>Neste ambiente inóspito, quem quiser preservar a honra e a virtude terá cada vez mais dificuldade uma vez que a dissidência desta nova religião não é aplaudida, pelo contrário é anatematizada. Porém, importa dizer que independentemente da época há sempre espaço para o heroísmo e para a transformação destas dificuldades em degraus para que o indivíduo se possa distinguir dos demais pelas suas virtudes. Onde o vício abunda também maior o destaque será em relação à graça, como uma pedra preciosa reluzente no meio da lama que aparenta brilhar mais intensamente aos nossos olhos tal é o contraste, ou como uma luz na escuridão que se distingue facilmente. </p>
<p><img src="https://substackcdn.com/image/fetch/w_1456,c_limit,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F2bbf396c-d153-410c-8202-c5da879edfb7_412x534.jpeg" alt="">###### <em>Casper David Friedrich - dreaming man in church ruins</em>   </p>
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      <title><![CDATA[O Relativismo - A semente gnóstica e a destruição do valor objetivo]]></title>
      <description><![CDATA[Tower of babel]]></description>
             <itunes:subtitle><![CDATA[Tower of babel]]></itunes:subtitle>
      <pubDate>Tue, 09 Apr 2024 08:39:51 GMT</pubDate>
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      <dc:creator><![CDATA[Tiago G]]></dc:creator>
      <content:encoded><![CDATA[<p>O pensamento modernista/progressista que predomina na sociedade actual adere de forma comprometida a uma tese filosófica que pretende redefinir a realidade, o relativismo. Segundo esta tese a realidade é definida de forma subjectiva, ou seja, está pendente das circunstâncias, pessoas, momento. e motivação. Assim a percepção é nada mais nada menos que a co-construção da realidade colocando o ser humano como uma espécie de Deus (Demiurgo), isto é como entidade criadora da realidade. Além dos problemas morais que esta hipótese levanta, há ainda problemas da ordem da racionalidade e da lógica que são incompatíveis com esta ideia. Uma ideia central que invalida fundamentalmente esta tese é a de que desta forma deixa de existir uma realidade objetiva. Neste caso cada indivíduo poderia avançar com a “sua” interpretação do real, independentemente de esta ser falsa ou verdadeira. O dogma do relativismo é a de que todos as leituras são válidas, portanto deixa de existir uma matriz unificadora, isto é deixa de existir dogma e sem dogma não há uma verdade, há apenas interpretações da realidade que estão sujeitas aos vícios e fragilidades de cada intérprete.</p>
<p>Se em Portugal cada pessoa tivesse a sua própria língua, a que inventou, tornar-se-ia impossível comunicar pois não teríamos as mesmas referências fonéticas, semânticas. e sintáticas. Tal como na torre de Babel não teríamos a capacidade de nos compreendermos mutuamente. É pois isto que se passa no relativismo. Nesta ideologia perdemos a narrativa agregadora que clarifica as finalidades comuns da nossa vida em sociedade, sem estas teremos cada vez mais pessoas desenraizadas com uma identidade volátil e em estado de permanente isolamento.</p>
<p>Talvez vivamos neste momento uma época sem precedentes neste sentido tal é a confusão que existe na definição concreta dos entes. Não me refiro apenas aos conceitos morais mas até outros conceitos como a definição de Homem e Mulher, e futuramente o próprio conceito de espécie humana, dado que, avançamos a passos largos para uma fusão entre o ser Humano e máquina com o advento. da integração da inteligência artificial no nosso próprio corpo, vide neuralink. A este respeito adverte C.S Lewis na obra a abolição do Homem: “a conquista do Homem da sua natureza desafiando os seus limites, é simultaneamente a expressão do poder exercido por alguns Homens sobre outros Homens com a natureza como instrumento”. Quando dominamos a técnica implementamos transformações fundamentais, podendo perder a noção e o limite do que é ser humano.</p>
<p>Tudo isto advém de uma ausência de uma matriz que nos dê objetividade de valor e finalidade concreta para a existência. Como objeto da análise coloco as seguintes perguntas: se tudo evolui como podemos definir qualquer tipo de finalidade ? Isto significa, se o ser humano está em permanente transformação assim como as suas circunstâncias aquilo que hoje é verdade, amanhã pode não ser. Colocaria também uma outra pergunta, o que é mais importante guardar e fixar na eternidade para que não esteja sujeito a este relativismo ?</p>
<p>Parece evidente que o relativismo culmina na auto-destruição, por ser precisamente ilógico e irracional. Infelizmente, e muitas vezes de forma inconsciente, acabamos por dar alento a esta tese quando nos vemos incapazes de sustentar a nossa vida numa matriz que estabelece os princpíos lógicos e operativos para uma perceção da realidade mais clara, mais próxima da verdade. C.S Lewis diz-nos que o facto de determinadas pessoas não verem cores não invalida que estas existam, portanto compete-nos afinar o nosso aparelho percetivo para que sejamos capazes de ver cores e procurar a matriz através da qual podemos encontrar a verdade sobre a realidade.</p>
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      <itunes:author><![CDATA[Tiago G]]></itunes:author>
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<p>Se em Portugal cada pessoa tivesse a sua própria língua, a que inventou, tornar-se-ia impossível comunicar pois não teríamos as mesmas referências fonéticas, semânticas. e sintáticas. Tal como na torre de Babel não teríamos a capacidade de nos compreendermos mutuamente. É pois isto que se passa no relativismo. Nesta ideologia perdemos a narrativa agregadora que clarifica as finalidades comuns da nossa vida em sociedade, sem estas teremos cada vez mais pessoas desenraizadas com uma identidade volátil e em estado de permanente isolamento.</p>
<p>Talvez vivamos neste momento uma época sem precedentes neste sentido tal é a confusão que existe na definição concreta dos entes. Não me refiro apenas aos conceitos morais mas até outros conceitos como a definição de Homem e Mulher, e futuramente o próprio conceito de espécie humana, dado que, avançamos a passos largos para uma fusão entre o ser Humano e máquina com o advento. da integração da inteligência artificial no nosso próprio corpo, vide neuralink. A este respeito adverte C.S Lewis na obra a abolição do Homem: “a conquista do Homem da sua natureza desafiando os seus limites, é simultaneamente a expressão do poder exercido por alguns Homens sobre outros Homens com a natureza como instrumento”. Quando dominamos a técnica implementamos transformações fundamentais, podendo perder a noção e o limite do que é ser humano.</p>
<p>Tudo isto advém de uma ausência de uma matriz que nos dê objetividade de valor e finalidade concreta para a existência. Como objeto da análise coloco as seguintes perguntas: se tudo evolui como podemos definir qualquer tipo de finalidade ? Isto significa, se o ser humano está em permanente transformação assim como as suas circunstâncias aquilo que hoje é verdade, amanhã pode não ser. Colocaria também uma outra pergunta, o que é mais importante guardar e fixar na eternidade para que não esteja sujeito a este relativismo ?</p>
<p>Parece evidente que o relativismo culmina na auto-destruição, por ser precisamente ilógico e irracional. Infelizmente, e muitas vezes de forma inconsciente, acabamos por dar alento a esta tese quando nos vemos incapazes de sustentar a nossa vida numa matriz que estabelece os princpíos lógicos e operativos para uma perceção da realidade mais clara, mais próxima da verdade. C.S Lewis diz-nos que o facto de determinadas pessoas não verem cores não invalida que estas existam, portanto compete-nos afinar o nosso aparelho percetivo para que sejamos capazes de ver cores e procurar a matriz através da qual podemos encontrar a verdade sobre a realidade.</p>
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